LGBT – qual o papel da psicologia?

Qual o papel da psicóloga com a população LGBT? Um dos pilares para a produção desse tipo de estudos é a compreensão do fenômeno do preconceito.

O que é preconceito?

O preconceito é uma inclinação para agir, pensar e sentir a respeito de determinados grupos e indivíduos.  A diferença entre a simples generalização e o preconceito é que esse último é baseado em hierarquias que estabelecem que certas pessoas são superiores e outras, inferiores, alimentando estereótipos, ou seja, visões distorcidas e generalistas a respeito de pessoas somente porque pertencem a um grupo ou segmento específico.

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Lgbt – qual o papel da psicologia?

Do ponto de vista teórico o indivíduo homossexual não é psicologicamente diferente do indivíduo heterossexual.

Porém, considerando que um mesmo ambiente cultural afeta de forma muito distinta as pessoas LGBT’s  quando comparamos com os heterossexuais, já que este ambiente de modo geral é composto de uma forte aversão as pessoas Lgbt’s.

A terapia afirmativa

Desenvolvida em 1982 pelo psicologo Donald Clark e sua companheira Betty Berzon. A terapia não é uma abordagem independente da psicoterapia, e sim uma areá de conhecimento que questiona as visões que considera a orientação homossexual de forma fixa e patológica.

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Lgbt – qual o papel da psicologia?

A terapia afirmativa reconhece a identidade homossexual como uma expressão positiva e natural da sexualidade humana, assim como a heterossexualidade, baseado nas experiências vividas pelos homossexuais, tenta entender a dinâmica da discriminação homofóbica e acreditando que esses impactam amplamente a vida das pessoas consequentemente a sua sexualidade.

Psicoterapia afirmativa

Partindo da afirmação de que uma pessoa homossexual não é diferente de uma pessoa hetero, mas levando em conta toda a questao envolvida na homofobia da para medir e criar uma visão de todas as particularidades desta população.

A psicoterapia vai internalizar as regras, autorregras, comportamentos encobertos com medo, culpa e vergonha que o individuo sente por ser Lgbt.

A culpa e vergonha de si mesmo, a falta de auto-aceitação e aceitação familiar é o principal responsável pelas condições e sintomas psicológicos apresentados pela população LGBT.

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Lgbt – qual o papel da psicologia?

Sendo assim, a primeira coisa que o terapeuta deve considerar é a sua própria postura quando se trata da comunidade LGBT.

Ele deve demostrar respeito pela orientação sexual do cliente, considerando que o cliente já vem com uma grande carga de postura opressora e punitiva, essa carga deve ser aliviada pelo terapeuta.

Assim ele vai conseguir que o cliente seja natural, espontâneo e sincero em seu consultório.

Audiência não punitiva

O conceito de audiência não punitiva é a base para uma terapia de sucesso, o profissional deve ser sensível a tudo que ouve de seu cliente, ficar atento a tudo que o cliente expressa.

Deve estar sempre atento a tudo que é dito, a comunicação é a chave para solucionar o problema. O ambiente deve ser acolhedor para que o cliente sinta ser bem-vindo e que ali é sua zona de conforto onde ele pode ser e dizer o que quiser sem medo de se expor e sofrer punitivamente com isso.

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Lgbt – qual o papel da psicologia?

Ligado a essa postura liberal, o terapeuta deve estar atento ao comportamento do cliente. Deve notar até onde a homofobia afetou sua personalidade, e o quanto isso foi degradante para sua autoestima. De modo geral por sofrer uma autosabotagem gerada pela homofobia direta ou indireta, é comum o desenvolvimento de depressão, ansiedade e sérios problemas comportamentais por serem preconceituosos com eles mesmos.

Devido à pressão social, muitos se veem forçados a passar por héteros, até mesmo entrando em relacionamentos, apenas para esconder a sua sexualidade. Muitos se veem na obrigação de mostrar perante a sociedade que possuem o comportamento adequado esperado deles.

Pôs a cultura e a homofobia social faz acreditar que expressar a sua sexualidade é algo incorreto e negativo, e que tais comportamentos devem ser punidos, além disso é mostrado como falta de educação ou promiscuidade qualquer ato de afeto publico seja ele um simples abraço ou um beijo.

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Lgbt – qual o papel da psicologia?

Essas crenças disseminadas na sociedade faz com que a comunidade LGBT desenvolva comportamentos contrários aos que seriam naturais de sua personalidade. E se forçar a fazer essas coisas, criam danos permanentes no emocional.

Uma mulher pode ser obrigada a casar com um homem ou a se relacionar com outros apenas para esconder sua verdadeira sexualidade, assim como um homem pode acabar sendo obrigado a teatralizar um comportamento mais “masculo” e namorar mulheres porque é isso que a cultura espera dele.

Devido a essas falhas, os homossexuais tendem a apresentar problemas comportamentais, criando uma personalidade de fuga, esquiva, tendem a se isolar e encarnam um personagem hétero em sua vida diária para que não percebam sua verdadeira orientação.

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Lgbt – qual o papel da psicologia?

O sujeito acaba apresentando um auto grau de autocontrole o que desencadeia uma sequência de eventos conflitantes. Por exemplo: por estar em um estado completo de alerta para não expressar publicamente sentimentos, trejeitos, e nao dar margem para que percebam sua verdadeira orientação, pode ser um gatilho para desencadear serios problemas emocionais.

A terapia afirmativa vai ajudar este cliente a entender sua identidade homossexual de forma positiva, ele vai vivenciar sua sexualidade de maneira assertiva, isto é tendo uma perfeita integração dos seus sentimentos, pensamentos e desejos, eliminando assim os conflitos que se faziam presentes no começo do processo.

Abrindo o armário

O termo usado aqui se refere ao comportamento de fuga, esquiva e os mecanismos de autocontrole psicologicos presentes nos clientes. que por passarem a vida inteira ou seja desde criança sendo expostos a preconceitos por nao se enquadrarem na esperada heterossexualidade, acabam sofrendo criticas, abusos fisicos e emocionais.

Alguns podem ater ser nao intencionais, mas de qualquer forma contribuem para que o sujeito se veja em numa situação onde acredita ser melhor se esconder ter medo, se culpar e ter vergonha de quem é do que reconhecer sua orientação e conviver com ela.

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Lgbt – qual o papel da psicologia?

A forma em que uma pessoa, sai do seu armário de medos pode variar, alguém pode se abrir apenas com os amigos mais próximos e evitar o assunto com a família temendo a reação dela. Outros podem falar de forma genérica sem entrar em detalhes sobre sua particularidade. Nesse caso o terapeuta vai ajudar a pessoa a esclarecer para si mesmo suas convicções, e excluir do cliente o sentimento de inadequação social.

Para muitas famílias pode não ser um segredo completamente que o cliente não é heterossexual, e podem usar por preconceitos formados ao longo da vida, recursos para que a pessoa continue trancada no armário, sem sombra de liberdade.

O trabalho do terapeuta aqui é fortalecer o individuo para que saiba lidar com essas pressões da sociedade e de seus familiares. O cliente neste caso deve avaliar como deve ser feito esta saída do armário, e onde deve ser feito.

Conhecendo seu ambiente e os padrões que se espera a seu respeito ele deve ser ajudado a entender a melhor forma de agir. Infelizmente em alguns casos para manter a integridade física e emocional do cliente, a distância pode ser a única forma de manifestar o que sente.

Terapia afirmativa é uma abordagem baseada em estudos psicoterapêuticos dirigidos para pessoas LGBT’s, analisar os comportamentos da sociedade e ajudar as pessoas a lidar com o impacto psicológico que isto pode gerar.

Vale apena lembrar que sexualidade não é escolha, não é doença e não tem cura.

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3 Comentários
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