Dor de ouvido: bactérias, má higiene e até umidade provocam o problema

Dor no ouvido é um mal tão comum que se tornou a segunda coisa que mais leva pessoas ao hospital.

Segundo os especialistas, até os 3 anos de idade, a cada 10 crianças 8 terão infecção no ouvido pelo menos uma vez; pelo menos 4 dessas 8  terão episódios recorrentes de infecção no ouvido durante a fase escolar.

Na fase adulta o quadro reduz, mesmo assim ainda é algo que afeta muitas pessoas, mas as dores ainda acontecem sendo a mais frequente nos homens.

Conheça a estrutura dessa parte do seu corpo

O ouvido é considerado o órgão responsável pela audição e equilíbrio.

Sua estrutura é composta por ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno, que juntos convertem as ondas sonoras em impulsos nervosos que se comunicam com o cérebro.

É isso que torna possível reconhecer os sons. O ouvido interno ainda tem a função de garantir o equilíbrio.

ouvido
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A parte que você não consegue ver é o ouvido médio, que consiste na membrana timpânica e uma cavidade contendo pequenos ossos (ossículos): martelo, bigorna e estribo.

Todos eles conectam a membrana timpânica ao ouvido interno. Este último possui duas partes principais – a cóclea, os órgãos auditivos e o sistema vestibular, que estão relacionadas ao equilíbrio.

Ao se olhar no espelho, você pode ver o ouvido externo – consistindo no canal auditivo e na aurícula ou orelha.

Assim como uma antena, ela captura as ondas sonoras e as leva ao tímpano através do canal auditivo (a membrana que separa o ouvido externo do ouvido médio).

Como a dor aparece?

Geralmente é uma dor forte, que aparece de repente. Dependendo do tipo de problema, a intensidade varia de leve a grave. Se você tocar ou pressionar a área, a sensação dolorosa pode aumentar.

A dor também pode ser acompanhada pelos seguintes sinais:

  1. Vermelhidão;
  2. Inchaço (eventualmente pode se estender para o pavilhão auricular);
  3. Secreção de pus de odor intenso pelo canal auditivo;
  4. Coceira;
  5. Sensação de ouvido tampado ou surdez;
  6. Febre; Dor de cabeça;
  7. Agitação e irritação;
  8. Tontura e vertigem;
  9. Perda de apetite;
  10. Dor forte irradiada para o pescoço;
  11. Mal-estar geral

As causas mais comuns de dor de ouvido são infecções virais, bacterianas e fúngicas, alguns problemas podem surgir devido ao contato com água.

Traumas causados por  manipulação incorreta da parte externa da orelha (usando varas ou objetos flexíveis), e a presença de cera endurecida ou seca, podem ser a causa da dor.

Tipos de infecções no ouvido

Otite externa aguda: afeta a camada mais externa da orelha, mais comum no verão devido à alta temperatura, umidade e exposição excessiva à água (piscinas, praias, etc.). Essa situação favorece o crescimento de bactérias e fungos.

audicao ouvido orelha original
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Manipular essa área com os dedos, hastes flexíveis ou outros objetos (como grampos, chaves ou tampas de canetas) não só ferirá a pele, mas também estimulará a entrada de bactérias.

Otite média aguda: geralmente ocorre no inverno, causada por gripe, resfriado, rinite, sinusite, adenoidite e exposição a ambiente fechado.

Ela afeta o meio do ouvido (a parte onde o tímpano e os ossículos estão localizados) – mais comum em crianças.

Dor de ouvido reflexa: não há problema nesta área, mas a dor ocorre devido a outras condições, como inflamação da garganta, alterações nos dentes ou na articulação temporomandibular (ATM) e tumores de cabeça e pescoço.

No entanto, neste último caso, a dor geralmente não é o primeiro sintoma.

Quem é mais afetado?

No caso da otite média, as crianças são as mais vulneráveis. O motivo é a anatomia da orelha e da trompa de Eustáquio (passagem que liga a orelha e o nariz), e o sistema de defesa da criança (imunidade) leva mais tempo para amadurecer (de 2 a 5 anos).

Nesse estágio, a amamentação é uma papel vital, pois pode garantir a proteção do bebê.

Quando é hora de procurar um médico

Para os especialistas, a dor de ouvido sempre foi um sintoma preocupante e precisa ser avaliada o mais rápido possível, principalmente se ocorrer três ou quatro vezes, ou mais por ano, mesmo após o tratamento.

Por se tratar de uma área próxima ao cérebro, as complicações podem ser graves, sem falar na possibilidade de perda auditiva, prejuízo no aprendizado e na linguagem (em crianças), e até mesmo o risco de infecção se tornar crônica e se espalhar para os ossos do ouvido.

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Por outro lado, o desconforto vivenciado nessas inflamações ou infecções é sempre forte, o que por si só mostra a urgência de buscar a orientação de um otorrinolaringologista.

Como é feito o diagnóstico

Ao chegar ao consultório ou pronto-socorro, o médico deve ouvir seu histórico médico e fazer um exame físico, que inclui a visualização de seus ouvidos por meio de um aparelho chamado otoscópio.

Ele permite que você verifique as partes do ouvido que você não pode ver.

A partir dessas etapas, você já pode definir o que está acontecendo. Em alguns casos, além dos exames de sangue e de imagem, outros exames de audição podem ser necessários.

O que esperar do tratamento

É sempre personalizado e vai depender de cada caso. De modo geral, os analgésicos são usados ​​para o alívio da dor, antipiréticos, gotas para os ouvidos, dissolventes de cobre (cera amolecedora), anti-inflamatórios e até antibióticos tópicos ou orais.

Por que tenho sempre dor de ouvido?

Quando as infecções recorrem, são definidas como infecções de ouvido recorrentes.

Pode haver uma tendência familiar (genética), o canal auditivo pode ser muito estreito ou pode haver rinite, ou sinusite crônica, refluxo laringofaríngeo (na região da garganta), etc. Além disso, as adenóides podem estar aumentadas (especialmente em crianças), ou podem ser um sistema imunológico enfraquecido, ou tabagismo.

A falta de vacinas ou vacinações desatualizadas, bem como o hábito de amamentar bebês e crianças deitadas, o frio, o contato com água, as orelhas em operação, eczema ou pele frágil em cateter também podem estar relacionados a isso.

 

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