Dieta FODMAP

Edema abdominal, dor e ruído abdominal, flatulência, cólicas, constipação e diarreia alternadas. Se você sentir isso ao comer um determinado alimento, esteja ciente que seu problema pode não ser apenas ao glúten ou à intolerância à lactose: você pode precisar de uma dieta FODMAP. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Mônaco, na França, descobriu que uma em cada sete pessoas no mundo sofre de síndrome do intestino irritável (SII).

Portanto, entre essas pessoas, 75% daqueles que iniciaram uma dieta baixa em FODMAPs sentiram que o desconforto intestinal foi aliviado após um período de tempo.

A dieta FODMAP foi desenvolvida por Peter Gibson e Susan Shepherd na Monash University em Melbourne, Austrália, em 2010 e é clinicamente recomendada para o tratamento da síndrome do intestino irritável (SII).

O que é a dieta FODMAP

O nome da dieta contém siglas em inglês com as iniciais de carboidratos altamente fermentados: oligossacarídeos (trigo, centeio, várias frutas, vegetais e feijão), dissacarídeos (lactose no leite e produtos lácteos), monossacarídeos (frutose em frutas e mel)) e polióis (encontrados em algumas frutas e adoçantes).

“O FODMAP é um grupo de carboidratos (monossacarídeos, dissacarídeos, oligossacarídeos e polióis) que podem ser difíceis de digerir para algumas pessoas. Portanto, esses alimentos são ricos em nutrientes, mas têm propriedades de permeabilidade (absorção de água) e fermentação. Isso agravará a sintomas de flatulência e inchaço”, explica Fernanda Scheer, nutricionista funcional de São Paulo.

A dieta FODMAP é comumente usada em pacientes com síndrome do intestino irritável (SII). No entanto, também pode ser usado em pessoas com sintomas semelhantes e derivados de outras doenças, como doença inflamatória intestinal.

Alimentos ricos em FODMAPs

A frutose é efetivamente absorvida até uma determinada quantidade. Mas quando você consome muito, a capacidade do intestino de absorvê-lo perde sua eficiência. Alimentos ricos em frutose: mel, suco, maçã, pêra, melancia, ervilha.

Algumas pessoas não produzem a enzima que decompõe a lactose nos intestinos. Alimentos contendo lactose: leite de origem animal (dependendo do tipo, pode ser mais ou menos concentrado) e derivados.

Eles não são bem absorvidos por ninguém, por isso é comum que produzamos algum gás ao comê-los. No entanto, o problema é que, para pessoas mais sensíveis, eles podem causar dores mais intensas, distensão abdominal e flatulência.

Alimentos que contêm oligossacarídeos: cereais enlatados, lentilhas, legumes e feijão integral. “Sim, há vários alimentos saudáveis ​​nessa lista! Por isso é importante fazer análise pessoal e aplicação pontual na fase aguda (como sempre)”, disse a especialista.

Como fazer uma dieta FODMAP

De acordo com a Federação Brasileira de Gastroenterologia, o segredo é retirar gradativamente o FODMAP da dieta alimentar e agregar grupos de alimentos em etapas. A dieta pobre em alimentos ou dieta anti-fermentação não inclui alimentos ricos em FODMAP por até 8 semanas para observar a melhora dos sintomas.

É importante seguir as recomendações dietéticas do nutricionista para que os alimentos sejam trocados corretamente sem causar deficiências nutricionais. “Também é importante lembrar que este protocolo por si só não resolverá problemas intestinais mais sérios. Entender a origem da doença (disbiose, IBS, aumento da permeabilidade intestinal) e tratar a causa (quase nada) é eficaz e resultados duradouros são essenciais.

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