A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade

Quando enfrentamos novas limitações principalmente devido ao isolamento social, mais pessoas lançam uma sombra sobre suas perspectivas de carreira, o aumento da ansiedade é completamente normal (mesmo que seja reduzido devido a limitações de adaptação e trabalhar em casa), o que também significa ganho de peso.

Portanto, a positividade e a aceitação física que muitas revistas têm tentado transmitir nos últimos anos foram bem-vindas.

A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade
A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade

É um passo importante poder ver na capa da revista mulheres reais com várias formas corporais, distúrbios de movimento, doenças de pele e sobreviventes do câncer de mama.

Esta é uma mensagem positiva que pode ultrapassar as barreiras da pandemia e durar mesmo depois dela passar.

Glamorizar as formas físicas

Muitas revistas e sites de saúde e moda costumam mostrar homens e mulheres com corpos turbinados, com uma postura sexy para esfregar na cara dos leitores que existem pessoas que estão malhando e melhorando o corpo mesmo em um período difícil.

Apesar de o mundo ao redor estar caído, pessoas perdendo emprego, famílias sendo desfeitas e alguns sem saber que esperar do futuro, a mídia quer que você sabe que existem pessoas ignorando tudo isso para malhar e continuar belos e chamativos.

Esses modelos têm muita motivação para treinar e fazer uma dieta saudável todos os dias. Portanto, a “força dos guerreiros” é o foco, a força e a fé e no final de tudo a gratidão por conquistar o espaço que lutou para ter.

O mesmo acontece com as modelos Plus Size, a glamorização de seus corpos, e ideia de que tudo esta sempre perfeito independendo que aconteça, existe da mesma forma que é realizado para aqueles que desejam exibir seus músculos.

A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade
A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade

O problema é quando isso deixa o ponto de algo belo e da aceitação de si mesmo e entra no caminho da saúde, apesar de não entendermos as dietas que esses modelos fazem.

Eles podem acabar entrando em um mundo onde a massa gorda domine o corpo e assim ficam longe do que é considerado saudável.

Essa é uma ideia que vale para todos os aspectos, independente de você estar acima ou abaixo do peso ideal, o risco de morte é uma grande curva em que os perigos estão nos extremos.

Poderia ser encontrado um meio-termo, mas no mundo em que vivemos, opiniões valem mais do que estatísticas e fatos científicos.

A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade
A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade

E felizmente a ciência não dá, a mínima para sua opinião. Não é porque pensamo que ter um indicie corporal acima de 30 saudável que a nossa pressão arterial, colesterol e glicemia vão concordar.

A covid é uma prova isso, a taxa de mortalidade esta maior em quem é considerado acima do peso. Sendo este um dos fatores que pode levar alguém a ser internado.

Mas se o aumento de peso for devido a muito exercício físico?

Apesar de atividades físicas conseguirem reduzir os efeitos negativos do aumento de peso, isso não anula os perigos dos riscos cardiovasculares.

Um dos maiores estudos realizados sobre o tema, com mais de 500 mil pessoas, revelou que o risco de hipertensão, hipercolesterolemia e diabetes é quatro vezes mais alto em pessoas obesas que fazem atividades físicas do que os que são sedentários.

Existem aqueles estudos otimistas sobre a atividade física que tentam mostrar um resultado parecido em eventos cardiovasculares entre obesos ativos e pessoas com peso normal ativas.

No entanto esses estudos que tentam mostrar igualidade entre os dois pontos. Foram feitos em uma realidade onde as pessoas passam quatro horas por dia em exercícios físicos, o que não corresponde com a realidade da maioria dos brasileiros.

Um outro estudo mostrou que apesar de a taxa de mortalidade ser menor em indivíduos como IMC alto e boa aptidão cardiorrespiratória se comparado a cidadãos com IMC normal e baixo, o mesmo não acontece quando se trata de diabetes e fatores de risco cardiovascular.

A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade
A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade

O mesmo individuo no grupo de obesidade metabólica saudável, ou seja sem riscos de diabete, hipertensão e níveis de colesterol normal, ainda possui um risco de ter problema cardiovascular do que pessoas com o peso comum.

Tudo isso significa que: É necessário olhar para cada indivíduo de forma particular, analisar seus hábitos, o IMC e o mais importante a sua porcentagem de gordura visceral que vai ter um grande em pacto na sua qualidade de vida.

A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade
A linha ténue entre aceitação e glamourização da obesidade

Por isso é necessário entender que não da para viver nos extremos, não podemos julgar alguém ou criticar uma pessoa pelo seu peso, mas tambem não da para romantizar a obesidade. os dois caminhos levam a consequências terríveis.

Por isso é importante não ceder ao oito nem ao oitenta, ter empatia não faz mal a ninguém, mas não podemos pular para as áreas perigosas.

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